Crise contra a saúde do Rio

Crivella está praticando um crime contra a população e contra os profissionais da saúde. O Prefeito, que prometeu “cuidar de pessoas”, vem desrespeitando o princípio básico de garantir a subsistência dos trabalhadores sob a sua tutela e ao direito dos cidadãos no acesso à saúde. *Enfermeira Rejane

De 2016 para cá, a Prefeitura do Rio vem atuando de forma irresponsável, culminando com a grave crise que hoje explode na área da saúde. São trabalhadores sem salários, por meses, unidades desabastecidas de insumos e materiais e medicamentos básicos, leitos sendo fechados, usuários largados à própria sorte!

Situações vistas e comprovadas por mim, nos vários hospitais e Upas aos quais compareci diante das inúmeras denúncias de descaso e pedidos de socorro. Isso mesmo, os trabalhadores pedindo socorro por não ter mais condições de chegar aos seus locais de trabalho e assistir aos cidadãos que buscam atendimento nas unidades municipais.

Me reuni com a Secretaria de Saúde e  com Secretário de Governo de Crivella, cobrando uma solução urgente para que a situação fosse regularizada, mas não houve qualquer comprometimento por parte da gestão municipal. Pelo contrário. Os secretários informaram que “a saúde está passando por uma reestruturação e regularização, só a partir de janeiro”. Isso é um completo absurdo! Como os trabalhadores e suas famílias vão sobreviver a estes meses sem salários??? Agora, a Prefeitura anuncia corte de mais de 700 milhões na saúde no orçamento para o próximo ano, anuncia a demissão de cerca de 1.400 profissionais e o fechamento de clínicas da família. Diante do quadro dramático, acionei os Ministérios Público do Estado e do Trabalho pedindo a adoção de providências imediatas. Mesmo considerando as dificuldades que os órgãos e os legislativos enfrentam para fiscalizar uma saúde “esquartejada”, devido aos inúmeros contratos vigentes em cada uma das instâncias: municipal, estadual e federal.

Apesar do caos, agimos pontualmente e obtivemos, hoje, uma resposta positiva em favor dos trabalhadores de uma das unidades municipais.

O Tribunal de Contas do Município acatou a denúncia que fiz quanto às possíveis irregularidades na  prestação dos serviços do Instituto Gnosis ao CER Centro, no contrato de gestão firmado com a Prefeitura do Rio. Na denúncia, apontamos que a OS não cumpre com o que se compromete com o poder público municipal, como: contratação de recursos humanos (médicos e equipe de enfermagem); pagamento dos salários e férias aos trabalhadores;  aquisição de material permanente, insumos e medicamentos, além de apontar a falta de transparência nos repasses e aplicação dos recursos públicos. A Secretaria Municipal de Saúde e a Secretaria da Casa Civil terão prazo de 30 dias para se explicar ao TCM.

Vamos continuar na luta, ao lado do povo e dos trabalhadores do Rio de Janeiro, por nenhum serviço de saúde a menos!

*Deputada Estadual do PCdoB-RJ

 

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