PCdoB-RJ debate papel das mulheres na luta por direitos e defesa da democracia

A Plenária contou com a presença de mais de 70 mulheres do estado, prestigiada pela presença da Secretária Nacional da Mulher do PCdoB, Ângela Albino. A Plenária foi coordenada por Ana Rocha, Secretária Estadual da Mulher do PCdoB-RJ. Também participaram da mesa, a deputada estadual do PCdoB, Enfermeira Rejane, Conceição Cassano, simbolizando a incorporação do PPL ao PCdoB, Vanja Andrea, Presidenta Nacional da UBM, Natanael Firmino, Secretário Estadual de Organização do PCdoB RJ, Marcio Ayer, Presidente do Sindicato dos Comerciários, onde foi realizada a Plenária, Rosângela Rocha, pelo Coletivo Margaridas do SECRJ, além das lideranças Dani Balbi e Tainá de Paula.

 

Ângela Albino situou qual papel das mulheres no novo ciclo, marcado pelo ineditismo de um governo de extrema direita, conservador, e que vem tomando iniciativas contra os direitos das mulheres e suas conquistas emancipatórias. Reforçou, nesse contexto, a necessidade da defesa da democracia, como o ambiente em que as mulheres têm as melhores condições de lutar por seus direitos. Conclamou as mulheres a ocuparem as ruas e as redes na resistência à perda de direitos, destacadamente contra a Reforma da Previdência. A enfrentarem o desafio coletivo de organizar as Secretarias de Mulheres nos Municípios mais importantes. E, construir condições, desde já, para lançar o maior número possível de mulheres candidatas a prefeitas e vereadoras em 2020.

 

A deputada estadual do PCdoB, Enfermeira Rejane chamou atenção para a situação ainda mais difícil para as mulheres do Rio de Janeiro que enfrentam o desgoverno de Witzel, quanto à segurança, com mortes crescentes de populares em tiroteios, do sofrimento das mães que perdem seus filhos, do descaso com a saúde, com os profissionais da área sem receber, e a precariedade dos hospitais. Junta tudo isso com um Prefeito ausente na Capital, só faz decair a qualidade de vida das mulheres fluminenses…. Destacou a importância da presença de mais mulheres na política e no parlamento para somar força na resistência.

 

O Secretário de Organização do PCdoB RJ falou na importância de no processo de realização das Conferência municipais e Estadual não só incorporar mais mulheres na estrutura partidária como aloca-las em tarefas de direção. Da necessária presença das mulheres na greve geral do dia 14. E do papel das mulheres no desafio eleitoral de 2020.

 

As falas das demais integrantes da mesa bem como das que falaram da Plenária, se somaram a essas preocupações agregando outras como atentar para o recorte de raça na projeção de mulheres, para incorporar mais o interior nas tarefas de formação e capacitação de lideranças, na recuperação de políticas públicas de gênero e no reforço à solidariedade entre as mulheres e para com elas, no entendimento de que a sobrecarga doméstica, a precarização de suas condições de vida com a crise, apresentam muitos obstáculos a sua participação na luta e no acesso aos espaços de poder político e eleitoral.

 

Ana Rocha, em sua fala, apontou que hoje as mulheres são provedoras, já sendo 45% responsáveis pelas famílias brasileiras (segundo o IBGE), mas continuam cuidadoras, estressadas e estafadas com a sobrecarga de trabalho. Enfrentam o maior desemprego, e quando acessam o trabalho, na maioria é informal, flexibilizado e de baixa remuneração. A crise precariza suas condições de vida. O fogão a lenha passou a ser usado por um quinto das famílias, devido ao alto custo do gás. Ouvir as mulheres, valorizá-las, criar espaços para sua autonomia econômica, reforçar sua representação nos espaços de poder e decisão, é um caminho para atraí-las para o coletivo partidário, abrindo caminho para sua representação política e parlamentar.

 

Se a elite conservadora quer retirar as mulheres do espaço público, confiná-las ao lar, sobrecarregando-as com os cuidados, visando dificultar sua luta libertária, nosso caminho é inverso. Queremos recolocar seu lugar público, de luta, onde ela quiser.

 

O PCdoB sabe que sem as mulheres não há avanço. Trazer as mulheres para o partido hoje, é um desafio revolucionário e necessário, concluiu Ana Rocha.

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